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RECORDES - ORIENTAÇÃO GERAL
- Texto de Kdu
Magalhães
O regulamento da
IGFA sobre a obtenção de recordes possui cerca de 17 páginas A4
[estamos
traduzindo-o para o português e ele logo será colocado nesta página,
Nota do Editor]. Vamos somente destacar os pontos mais relevantes.
Para maiores informações acessar a pagina da IGFA ,
www.igfa.com
TIPOS DE RECORDES
São duas as principais categorias de recordes: os de água salgada e os
de água doce. Além disso, as categorias se subdividem quanto ao tipo
de equipamentos usados: os convencionais e os de fly. Os recordes
masculinos são anotados separadamente dos femininos. Foram
recentemente criadas duas novas categorias: os recordes infantis
(smallfry), premiáveis a guris com menos de 10 anos e os juvenis (junior
angler) de 11 a 16 anos.
Podem existir 10 tipos de recordes por peixe de acordo com a categoria
da linha utilizada. (2, 4, 6, 8, 12, 16, 20, 30, 50, 80, 130 libras).
Exemplificando: no caso dos marlins negros, a lista dos recordes
masculinos começa na linha de categoria 2 libras (um marlim de 21.3
quilos) e termina na categoria de 130 libras (um marlim de 691.73
quilos). Ainda existe a categoria “All Tackle”, que é dado para o
maior peixe da espécie, independente do tipo de linha. No caso do
marlim negro, o recorde “All Tackle” é o mesmo da 130 libras, mas é
comum o fato de nem sempre o maior peixe da categoria ter sido pego
com a linha mais pesada. Um exemplo disto é o recorde do sailfish
atlântico, cujo recorde de All Tackle é de 64 quilos, sendo a linha
utilizada de somente 50 libras. O da linha 130 aparece somente com
41.27 quilos. Em tempo: a amplitude das linhas depende do tamanho do
peixe. A truta rainbow (arco-íris), por exemplo, só possuí as categorias de 2 a 50
libras.
Quanto aos equipamentos de fly, as categorias de recordes variam
conforme as resistências dos tippets. Estes tippets variam de 2 a 20
libras.
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LIDERS E PARADAS
Voltando aos equipamentos convencionais, conforme a categoria de
linha, as dimensões da parada líder e das linhas duplas são
cuidadosamente estipuladas. Exemplificando: nas classes de até 20
libras, o máximo cumprimento admitido para o líder (incluindo o anzol
ou isca artificial) é de 4,57 metros. O total do comprimento entre o
inicio da dupla e o anzol será no máximo de 6,10 metros.
Para peixes de água doce, independente da espessura da linha, a parada
líder fica limitada a 1,82 metros. O comprimento da dupla mais o líder
não pode ultrapassar 3,04 metros. Lembramos que o líder é contado
desde o local onde se prende na dupla até o final do anzol ou da isca
artificial onde está atado.
ANZÓIS, ISCAS ARTIFICIAIS,
PASSAGUÁS E BICHEIROS
É absolutamente proibido o uso de garatéias juntamente com iscas
naturais. As garatéias somente são permitidas em iscas artificiais.
Anzóis de duas pontas, idem. O uso de dois anzóis simultaneamente é
permitido, desde que estejam próximos um do outro, ambos fixados na
isca. O uso de “anzóis bobos” também é vetado. No caso de pesca de
fundo, o uso de pargueiras com somente 2 anzóis, com iscas em
separado, é permitido.
Quanto às iscas artificiais, elas podem ter no máximo 3 anzóis
(simples ou duplos) ou 3 garatéias. Não existe limite de tamanho para
artificiais. O tamanho dos bicheiros e passaguás não pode exceder 2,44
metros. No caso de destacáveis, a corda que os prende ao barco não
pode ser maior do que 9,14 m.
MEDIÇÃO, PESAGEM E FOTOS
Existem regras básicas para medição dos peixes em seu comprimento e
largura. Para peixes de bico, a medição é diferente dos peixes comuns.
É importante observar que existem duas diferentes medidas de
cumprimento e somente uma de largura.
A pesagem do peixe é a parte mais difícil do processo. Ela tem de ser
feita em balanças aferidas há menos de um ano por uma agência
governamental, geralmente o Inmetro. É aí que a coisa pega, pois
geralmente quase todas as balanças estão fora do prazo de validade.
Para jogar do lado certo, mando minhas balanças para IGFA aferir, o
que ela faz a um custo de 30 dólares. Aconselho, em
último caso, correr a uma agência dos correios e convencer os
carteiros a deixar pesar nosso peixe em sua balança, pois para a IGFA
os correios têm fé pública.
Em caso de peixes pouco conhecidos, o laudo de um biólogo ajuda muito.
Quanto às fotos, elas têm de ser tiradas de várias formas: do peixe
deitado de lado, do conjunto caniço e molinete/carretilha, da balança
com o peixe, de preferência mostrando o marcador de peso, da etiqueta
de validade do aferimento e, finalmente, do pescador com o peixe. Esta
última deverá ser caprichada, pois se o seu recorde emplacar, a foto
será publicada no Boletim da IGFA e posteriormente será exposta no
“Hall of Fame” na sede da IGFA. Em tempo: uma fita de vídeo, apesar de
não ser obrigatória, ajudará muito.
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